Crónicas, vivências, relatos e histórias saídas dos cadernos de dois estudantes universitários...

terça-feira, junho 06, 2006

Alemanha 2006 (parte um)


Um dos acontecimentos mais importantes do desporto mundial, quiçá o mais importante, está prestes a começar. Influenciado pelo mediatismo da Copa e por tudo que representa para os amantes de futebol, abri uma excepção e vou fazer um post minimamente sério e credível. Algum dia tinha de ser...
Comecemos pelos favoritos. Qual Pelé, vou apontar as equipas que teoricamente têm mais probabilidades de sair da Alemanha com a taça Jules Rimet.
Brasil e França são, a meu ver, as duas selecções mais fortes do mundial que se avizinha. Ambas as equipas são fortíssimas sob o ponto de vista mental e as conquistas recentes destas duas selecções tiveram o condão de apimentar os seus jogadores da experiência indispensável para enfrentar uma competição como um mundial de futebol. Se a experiência é denominador comum nas duas equipas, a abordagem técnica e táctica é muito diferente.
A canarinha tem os melhores jogadores mas não tem a melhor equipa, tem um quadrado mágico no ataque mas não tem uma boa defesa, tem um jogador que faz toda a diferença (Ronaldinho) mas não tem um treinador que faça alguma. Quero destacar alguns aspectos (negativos) que sobressaíram depois de ver os jogos de preparação do Brasil: os alas Cafú e Roberto Carlos não têm o fulgor de outros tempos, a equipa perde profundidade nas linhas e duvido que outros jogadores possam preencher esta lacuna já que o Brasil não joga com extremos (custa muito ver Kaka a jogar sobre a direita); Parreira privilegia a posse de bola constante e o comando do jogo, enquanto o Brasil de Felipão abusava do contra-ataque rapidíssimo para surpreender os seus adversários. Creio que este Brasil podia ser mais perigoso na contra ofensiva que em ataque continuado. Duvido ainda da capacidade de Parreira como treinador de futebol mas isso é outra conversa…
Já a França tem a melhor equipa (grupo de pessoas que trabalham em conjunto para o mesmo fim). Têm um bloco fortíssimo, três sectores que se interligam entre si de forma fantástica e alguns dos melhores jogadores do mundo. Quem tem jogadores como Gallas e Thuram na defesa, Makelele, Vieira e Zidane no meio campo e Trezeguet e Henry (o melhor do mundo na sua posição) pode ambicionar a ganhar a qualquer selecção. A meu ver é a melhor selecção do mundo.
Surgem depois grandes selecções com belíssimos jogadores que têm legitimidade para sonhar com grandes feitos nesta Copa. Quero destacar a Alemanha, Inglaterra, Argentina, Holanda, Portugal, Itália e República Checa. São os suspeitos do costume…
A Alemanha é a meu ver a pior selecção da lista que acabei de enunciar. Pode no entanto surpreender devido ao factor casa, ao orgulho e ao empenho, valores históricos que todas as selecções alemãs foram exemplo.
A laranja mecância tem grandes jogadores, é uma equipa onde a mescla entre jogadores experientes e jovens é quase perfeita e podem vencer qualquer equipa. Sublinho alguns jovens que podem fazer furor neste torneio: Ryan Babel, jovem ponta de lança do Ajax, Kuyt avançado do Feyenoord e Johnny Heitinga defesa do Ajax.
Têm no entanto de passar aos oitavos de final, tarefa que não se avizinha nada fácil já que no seu grupo constam a Argentina, a Sérvia Montenegro (excelente fase de qualificação) e a Costa do Marfim (equipa poderosa com jogadores como Kalou, Toure e Drogba).
Os ingleses abordam todos os mundiais em que participam com enorme fé e esperança. Na minha opinião, desta vez têm mais razões para se sentirem esperançados. Ironicamente as virtudes que a selecção inglesa ganhou são resultado do trabalho de treinadores estrangeiros. Quer José Mourinho quer Rafa Benitez incutiram nos seus pupilos uma mentalidade ganhadora que muitos dos jogadores ingleses nunca tiveram. O caso de Joe Cole é exemplo disso mesmo. De jogador dispensável no Chelsea e na selecção inglesa tornou-se num dos melhores médios ofensivos do futebol europeu com a chegada de Mourinho a Stamford Bridge. Terry, Lampard e Gerrard dão corpo a esta nova alma no futebol inglês e se estiverem bem fisicamente a Inglaterra poderá ir longe na competição.
Segue-se a Squadra Azzurra. Crónica favorita em todos os mundiais, a Itália apresenta-se neste torneio de forma diferente. Se em anteriores mundiais o famoso catenaccio imperava (basta recordar o último europeu), com Lippi a Itália abordará o jogo de forma mais romântica. Confirmada a presença simultânea dos artistas Totti e Del Piero no melhor onze da equipa italiana, os amantes de futebol podem esperar uma selecção italiana com predicados no sector recuado mas também no sector criativo da equipa. Nós agradecemos…

2 Comments:

Blogger beterraba said...

BUUUUUUU!!! Afinal o sonho dele é ter uma coluna no Record... Não tinha nada que haver uma 1ª vez, é uma página negra na história deste blogue. É a TVI da blogosfera! Fazer de tudo, inclusivé falar de coisas sérias e futebol ao mesmo tempo, só para aumentar as audiências é mau de mais! Registo aqui a minha clara e inequívoca indignação pelo que passo a considerar, a partir deste momento, O PIOR POST DA HISTÓRIA DA BLOGOSFERA.

3:51 p.m.

 
Blogger Pirata said...

Não sei qual será a reacção das 5 pessoas que costumam visitar este blog mas não consegui resistir...
Prometo que nunca mais farei um post nestes moldes, que a loucura reinante neste blog continuará por muitos anos e que este espaço da blogosfera será para sempre considerado um espaço de culto :)
Nem que seja só para 2 toninhos...

5:31 p.m.

 

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